Zinco

Zinco

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Ocorrência

O zinco encontra-se na proporção de 0,007% nas cinzas, e na quantidade de 2 gramas em 70 quilos de peso corporal. Concentra-se principalmente no fígado, no pâncreas, nos rins, nos ossos, nos músculos, no cabelo, na pele, nas unhas, nos olhos e nos testículos. O teor sangüíneo é de aproximadamente de 100 mg/dl.

 

Essencialidade recentemente descoberta

Em 1934, alguns pesquisadores supunham que o zinco fosse neces¬sário à nutrição humana. Só em 1961, entretanto, Prasad e colaboradores verificaram a carência de zinco em um grupo de homens iranianos, que apresentavam sinais e sintomas como anemia ferropriva grave, hepato¬esplenomegalia (aumento do fígado e do baço), baixa estatura, hipogonadismo grave e geofagia (hábito de ingerir terra).

 

Absorção e excreção

Estudos empregando zinco radioativo mostraram que 5 a 15% do zinco ingerido com os alimentos é absorvido primeiramente na altura do duodeno. Certos agentes quelantes, como o fitato, diminuem a absorção de zinco. A principal via de excreção é a intestinal, ocorrendo perda também através do suor. O alcoolismo provoca perda urinária de zinco.

 

Funções metabólicas básicas

- O zinco é constituinte de muitas enzimas. Cerca de 70 ou mais metalo-enzimas necessitam deste micronutriente para atuar. Entre estas enzimas estão a anidrase carbônica, que auxilia na manutenção do equilíbrio entre o dióxido de carbono e o ácido carbônico; a fosfatase alcalina, a desidrogenase lática e a carboxipeptidase.

- O zinco é necessário à síntese de proteínas e ao metabolismo de ácidos nucléicos. A divisão celular parece necessitar de zinco para transcorrer normalmente. A síntese de DNA requer zinco, que é também necessário à atividade da RNA polimerase e da timidinaquinase.

 

Sinais e sintomas de carência

- Conforme já referido, a carência de zinco foi associada à anemia ferropriva grave, à hepatoesplenomegalia, ao hipogonadismo e à geofagia. Outros estudos comprovaram a ocorrência de estados carenciais de zinco em seres humanos, acompanhados dos mesmos sinais e sintomas.

- Pacientes com deficiência de zinco revelaram melhoria da acuidade gustativa e mais rápida cicatrização de feridas após a adequada admi¬nistração deste mineral.

- Crianças apresentam quadro clínico mais grave de carência de zinco. Entre os sintomas, destacam-se a falta de apetite, o hipogonadismo masculino, o desenvolvimento insuficiente e a diminuição da acuidade do olfato e do paladar. Estudos realizados em Denver, entre 150 crianças aparentemente sadias, revelaram que 8% delas apresentavam sintomas de carência associados a baixo nível sérico de zinco.

- A deficiência de zinco parece estar relacionada à hiperfunção do córtex supra-renal. Tratamentos com córtico-esteróides provocam rápi¬da queda de zinco no sangue.

- Filhotes de animais submetidos a dietas pobres em zinco durante a gestação apresentaram anomalias congênitas. Esta relação, entretanto, não foi confirmada em seres humanos.

- Pacientes submetidos à nutrição parenteral demonstraram defi¬ciência aguda de zinco. A alta taxa de catabolismo aumenta a perda urinária nestas situações.

- A acrodermatite enteropática é um distúrbio que causa lesões cutâneas renitentes, má-absorção, crescimento deficiente e mau funci¬onamento do intestino. Alguns pesquisadores sugerem que esta desor¬dem pode ser controlada por suplementos de zinco (cerca de 35 mg/dia de zinco). Crianças alimentadas ao seio parecem estar protegidas contra esta doença, o que alguns estudiosos explicam como resultado do teor mais elevado de zinco no leite materno. Trabalhos realizados por Key e colaboradores sobre a deficiência de zinco revelaram um caso grave em que se manifestou a acrodermatite enteropática. Estudos mais elucidativos são, entretanto, necessários para estabelecer esta relação.

- O alcoolismo provoca hiperzincúria (eliminação excessiva de zinco pela urina), podendo precipitar o estado de carência.

- É possível que o estresse aumente a perda de zinco.

 

Necessidades nutricionais

- As RDA estabelecem como adequada a ingestão de 15 mg/dia para adolescentes e adultos.

- Crianças devem ingerir 10 mg/dia.

- A recomendação para lactentes é de 10 mg/dia adicionais, e para gestantes, 15 mg/dia adicionais.

 

Fontes alimentares

Os cereais integrais, especialmente o pão integral e o pão de centeio, a aveia e o milho, os ovos, o leite e as leguminosas, são exemplos de fontes alimentares de zinco pertencentes à linha lacto-ovo-vegetariano-¬naturista de dieta. Fontes de zinco não recomendadas por este sistema são os frutos do mar (mormente ostras), as carnes e o fígado. Os alimentos beneficiados perdem considerável parcela deste mineral. O pão integral, por exemplo, contém três vezes mais zinco que o pão branco.

 


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