PIPI

PIPI

PIPI
(Petiveria alliacea).
 
 
FAMÍLIA: Fitolacáceas.
 
OUTROS NOMES: Erva-de-pipi, tipi, tipi-verdadeiro, amansa-senhor, mucura-caá, guiné, erva-de-guiné.
 
DESCRIÇÃO: Subarbusto de até um metro e meio de altura. Ramos erectos, algo sarmentosos. Folhas alternas alípticas, atenuadas na extremidade livre, lisas. Flores brancas em espigas terminais. O fruto é uma pequena cápsula terminal. Toda a planta, especialmente a raiz, cheira a alho.
 
USO MEDICINAL: Esta planta é tida como antiespasmódica, diurética, emenagoga, estimulante, sudorífica. Para estes fins é usada em doses mínimas: um a dois gramas para 1 litro de água. Note-se bem: este é o uso, mas não é nossa recomendação. Desaconselhamos o uso interno desta planta, por ser tóxica, especialmente a raiz.
A raiz é mais ativa que as folhas.
Conhecendo os efeitos desta planta, muitas mulheres a empregam criminosamente como abortivo.
 “A raiz em pó, em doses fracionadas, determina, a princípio, superexcitação, insônia, alucinações; depois manifesta-se indiferença e até imbecilidades; em seguida, amolecimento cerebral, convulsões  tetaniformes, mudez por paralisia da laringe e a morte, depois de um ano, mais ou menos, conforme as doses.” – Árvores e Plantas Úteis, págs. 307, 308, por Paul Le Cointe.
         O caboclo brasileiro tem muita fé nos efeitos desta planta, pelo que frequentemente tem um “pezinho” plantado junto do seu rancho de sapé. Sabe dos seus efeitos anestesiantes, e, como o dentista em geral se encontra distante, acalma a dor de dente com um palito de raiz de pipi.

         Externamente o pipi tem diversas aplicações analgésicas. Empregam-se as folhas machucadas, em compressas, para acalmar as dores de cabeça, dores reumáticas, etc.  


Programa Saúde Total

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