Escarlatina

Escarlatina

 Que é escarlatina? Como aparece?

 

Escarlatina é doença febril aguda, provocada por certas bactérias, os estreptococos hemolíticos do grupo A (classificação de Lancefield), caracterizada principalmente por febre, amigdalite, faringite e erupção aver­me­lhada pelo corpo (exantema). O nome escarlatina vem de escarlate ou vermelho, que é a coloração da pele do doente, por causa do intenso exantema. O estreptococo, que destrói os glóbulos vermelhos, produz toxina eritrogênica (erithros, vermelho). Muitas pessoas não têm como se defender dessa toxina, ou seja, seu sistema imuni­tário não tem “armas” ou anticorpos contra ela. O fato de sermos imunes ou não à toxina da escarlatina é o que determinará a maior ou menor possibilidade de seu aparecimento, e isso se pode constatar pelo exame chamado “teste de Dick”.

A escarlatina é mais comum na infância, mas pode afetar adultos.

 

Sintomas

 

A febre aparece depois de uns quatro dias de incubação. É tão alta que alcança facilmente os 39 ou 40°C. Os sintomas comuns às infecções estão todos presentes: mal-estar geral, dor de cabeça, falta de apetite, fraqueza, náuseas, vômitos etc. Há amigdalite intensa, que produz grande dificuldade para engolir. As amígdalas ficam enormes, com pontos branco-amarelados, purulentos, na super­fície. Os gânglios do pes­coço incham. As mucosas oral e da garganta ficam muito vermelhas. A língua a princípio se apresenta esbran­quiçada, ficando depois averme­lhada pela descamação do epitélio (“língua de framboesa”).

De doze a trinta e seis horas depois das primeiras manifestações de doença aguda vem o exantema, ou aver­­­melha­mento da pele (erupções punti­­formes), que se apresenta seca e quente. Há um pouco de coceira. Em nítido contraste com o rubor facial, os lábios e a pele ao redor ficam pálidos (sinal de Filatov). Rapidamente, o exantema se espalha por todo o corpo, como se o doente se tivesse banhado em suco de framboesa. Nas dobras da pele, como as dos punhos e cotovelos, formam-se linhas visivelmente mais vermelhas, por causa do afluxo de sangue local. Este é o sinal de Pastia. Comprimindo-se a pele, forma-se, no local da pressão, mancha branca, ou desaparece­ momentaneamente o exantema. Aplicando-se um torniquete, surgem pontinhos avermelhados, semelhantes a pica­­­­­­das de pulga, causados por pequenas hemorragias. É o sinal de Rumpel-Leede, que denuncia a fragilidade capilar.

O exantema pode durar pouco — de doze a vinte e quatro horas —, ou vários dias — quatro ou cinco. A febre começa a ceder depois de vários dias. Pode durar uma semana ou mais, desaparecendo juntamente com os demais sintomas. Depois de uma ou duas semanas (a partir dos primeiros sintomas), começa intensa descamação da pele, principalmente na palma das mãos e planta dos pés.

A escarlatina só “dá” uma vez, isto é, produz imunidade permanente.

 

“Pele vermelha”

 

O avermelhamento da pele, produzido pelo intenso exantema, é a principal característica da escarlatina, constituindo um dos principais meios de diferenciar essa manifestação de outras muito parecidas. Ainda não se sabe por que isso acontece. Culpa-se a toxina da bactéria, que poderia produzir um tipo de reação alérgica. Outros estu­diosos contestam essa teoria, atribuindo o exantema à ação direta da toxina eritrogênica.

 

Complicações

 

Não são freqüentes. Podem ocorrer na falta de tratamento adequado, ou quando o paciente é muito fraco. A infecção pode se transformar numa perigosa meningite, quando se propaga pelo sistema nervoso central. Pode afetar órgãos, como ouvido, laringe, pulmões, coração e rins. Nos casos mais graves, surge a septicemia, geralmente fatal.

A doença reumática e a glomerulo­ne­­­frite difusa aguda estão entre as compli­ca­­­­ções mais sérias. A doença reu­má­­­­­tica é, nesse caso, a reação de sensi­­­­­­­­­bilidade ao estreptococo.

 

Mesma bactéria produzindo doenças diferentes

 

A Medicina ainda não sabe por que um grupo tão comum de bactérias, como o estreptococo, produz, em certas pessoas, amigdalite ou faringite, em outras, infecção de pele, e ainda em outras, escarlatina. Em muitas pessoas, porém, o contato com a bactéria não trará qualquer conseqüência. A teoria mais aceita é que essa variação depende das condições peculiares de cada organismo. Num organismo “mais fraco” ou “mais suscetível” o invasor (que no caso é o estreptococo) poderá infligir maiores danos, ocasionando, por exemplo, escarlatina grave. Pessoas imunitariamente mais fortes poderão rechaçar facilmente o mesmo agente infeccioso, que trouxe tanto sofrimento a outro indivíduo. Nesses organismos privilegiados os micróbios dificilmente “ganham a batalha”, a menos que, eventualmente, a resistência diminua. Para entendermos bem o que acontece no mundo, para nós invisível, da luta entre o corpo e os micróbios (e as doenças em geral), duas influências, de que falamos no tópico seguinte, devem ficar muito claras: a do fator genético (a constituição com que nascemos) e a do fator ambiental (como tratamos nosso corpo, entre outras coisas).

 

Como as doenças “escolhem” suas vítimas

 

1. Há pessoas que já nascem “mais fracas”. Possuem bagagem genética que não lhes garante condições ótimas de resistência, situação que facilita a ação de certos agressores. Muitas vezes possuem personalidade que expõe sua estrutura psicofísica a declínios freqüentes de resistência. Adoecem com mais facilidade, ou a doença assume neles feição mais grave. Se essas pessoas, geneticamente mais fracas, adotarem hábitos destruidores da saúde, certamente se tornarão um terreno festivo para os germes e as doenças degene­rativas. Ao cuidarem da saúde, porém, melhoram suas perspectivas, apesar das limitações impostas por sua natureza frágil. Qualquer descuido, e lá vêm os probleminhas de saúde a que estão particularmente sujeitas.

2. Há, por outro lado, pessoas dotadas pela Natureza de “constituição férrea”, que resistem de modo admirável­ às agressões ambientais. Se dedicarem ao corpo o merecido trato, certamente constituirão a minoria privile­giada de seres humanos dotados de exuberante saúde, acima da média. Infelizmente, porém, esses indivíduos são os que mais maltratam seu corpo. Exatamente por se­­ julgarem “fortes”, “não sentirem nada”, acabam negligenciando o cuidado do organismo. Abusam de sua constituição geneticamente privilegiada.

3. As condições herdadas e adquiridas determinam a saúde de cada um de nós. Se você é geneticamente suscetível ao diabetes melito, por exemplo, mas cuida da saúde (proporciona “ambiente” saudável ao corpo, por meio de boa alimentação, exercícios físicos etc.), poderá nunca ter diabetes. Seu colega, geneticamente mais forte, sem qualquer predisposição ao diabetes, mas que não cuida da saúde, poderá, depois de certa idade, adquirir essa moléstia.

 

Tratamento convencional

 

Em alopatia emprega-se a antibio­tico­­­­­­terapia. Nos casos mais graves, usa-se o soro hiperimune ou a ga­ma­­­­globu­lina. O paciente deve ser isolado, já que pode contagiar outras pessoas. O banho é permitido. Recomenda-se a este­­­­­­­­rili­­­zação das roupas do doente. O repouso no leito e o isolamento devem durar até o desaparecimento da descamação cutânea.

A esclerose múltipla intriga os médicos e prova a paciência dos doentes pelo seu modo muitas vezes imprevisível de manifestar-se. Pode desaparecer por bom tempo, como se estivesse curada (remissão espontânea). Mas pode voltar com vigor renovado. Os sintomas, muito variáveis, chegam a confundir. Na Medicina convencional não há, ainda, perspectivas muito animadoras. Não obstante, número discreto de casos de pacientes que se submetem a determinadas dietas e tratamentos naturais que relatam bem-estar, provavelmente represente um horizonte de esperança.

Joãozinho começou a perder o apetite e reclamar de dor de garganta e dor de cabeça. Sentia-se fraco. Parecia gripe. Mas, quando veio a febre, sua mãe ficou preocupada. Encostava nos 40°C. Correu ao médico, que, examinando a garganta, opinou, a princípio, por amigdalite forte. De volta à sua casa, bastou um dia para Joãozinho ficar vermelho como tomate. Seria sarampo? Rubéola? Certamente não, pois havia pouco mais de um ano ele contraíra aquelas infecções. De volta ao consultório, o médico examinou mais cuidadosamente o menino. Era escarlatina, doença causada por bactéria (estreptococo), menos comum que as outras doenças da infância.

Sugestões naturais

Alimentação — Como nas infecções febris em geral, deve-se administrar abundância de líquidos. Enquanto durar a febre o doente deve adotar dieta líquida de sucos de frutas, de três em três horas, ou até com mais freqüência, se houver fome. Não forçar a ingestão de alimento sólido e pesado durante a febre. Não usar açúcar, que abate as defesas.

Chás — Borragem (folhas e sementes), mil-em-rama e sabugueiro. Escolher um deles, por cinco dias, na dose tradicional de meia colher, das de sopa, da planta picada para cada copo duplo de água. Ferver e coar. Duas ou três xícaras diárias. Se a planta é fresca, derramar água fervente sobre ela. Estando seca, deixar ferver por cinco minutos.

Limão e própolis — Espremer um pouco de suco de limão e pingar algumas gotas de própolis, em água. Pelo menos vinte gotas de solução de própolis a 30% em água para crianças, trinta para adultos. Dois a três limões por dia.

É importante observar a orientação médica.

 


Programa Saúde Total

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