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01/07/2013

DIA DE NATAL

   



DIA DE NATAL
 

Leitura bíblica - S. Lucas 1:26-33. 
Natal é sinônimo de boas novas e Esperança de Salvação. 
A palavra natal, proveniente do latim, natalis , significa: nascimento, ou dia do aniversário do nascimento. Para o mundo professo cristão é o dia do nascimento de Cristo. 
É o feriado mais importante da cristandade.

O Dia e o Mês do Nascimento de Cristo

Duas fontes insuspeitas, a história sagrada e a profana não nos dão nenhuma informação segura, para comemorarmos este evento no dia 25 de dezembro. 
Não possuímos elementos suficientes para fixar, nem o dia, nem o mês do nascimento de Cristo. 
A tradicional data de 25 de dezembro, para esta comemoração cristã, não apresenta nenhuma base bíblica. 
Se esta é a realidade como nasceu então o 25 de dezembro? 
Vejamos o que algumas fontes nos dizem: 
John Davis faz uma declaração peremptória: "A data de 25 de dezembro, como natalício de Jesus, começou no 4º século, sem autoridade que a justifique". 
O Manual Bíblico (de Halley) afirma na pág. 435 o seguinte: 
"Celebra-se atualmente o Natal a 25 de dezembro. Não há, na Bíblia, nada que indique essa data. Apareceu primeiro no ocidente, como dia do nascimento de Jesus no quarto século. No oriente era o dia 6 de janeiro. O fato de se agasalharem os pastores com os seus rebanhos no campo, ao ar livre, da primavera ao outono, e não de ordinário no inverno, sugere que Jesus pode não ter nascido nessa estação fria". 
A Enciclopédia Barsa tece o seguinte comentário sobre o Natal: 
"Nos primeiros séculos, o Natal cristão era comemorado ora a 6 de janeiro, ora a 25 de março, e em alguns lugares a 25 de dezembro. O dia 25 de dezembro aparece pela primeira vez no calendário de Philocalus (354). No ano 245, o teólogo Orígenes repudiava a idéia de se festejar o nascimento de Cristo 'como se fosse um faraó'. A data atual foi fixada no ano de 440, a fim de cristianizar grandes festas pagãs realizadas neste dia: a festa mitraica (religião persa que rivalizava com o cristianismo nos primeiros séculos), que celebrava o natalis invicti Solis (nascimento do vitorioso Sol) e várias outras festividades decorrentes do solstício do inverno, como a Saturnália, em Roma e os cultos solares entre os persas e os germânicos". 
A Enciclopédia Britânica, ao falar do nascimento de Jesus tece seus comentários mais ou menos no mesmo diapasão: 
"Nada sabemos do dia certo do seu nascimento. Lá pelo século II os cristãos orientais celebravam o Natal no dia 6 de janeiro. Em 354, nas igrejas ocidentais, incluindo as de Roma, celebrava-se o Natal a 25 de dezembro; era uma data erroneamente dada como o solstício do inverno, em que os dias começam a aumentar; data já da festa central do mitraísmo, o ' natalis invicti Solis' ou o aniversário do sol invencível. As igrejas orientais fixaram-se no dia 6 de janeiro e acusaram seus irmãos ocidentais de adoração do Sol e idolatria, mas no fim do 4º século, o 25 de dezembro foi também adotado no oriente". 
Os comentários até aqui apresentados nos levam à seguinte conclusão: 
O homem, ao afastar-se de Deus, cria seus próprios cultos, e destes o que mais se destacou, entre os pagãos, foi o culto ao sol, por ser a fonte suprema de energia e o causador de toda a fecundidade. A prova da valorização deste astro celeste encontra-se no significado dos seguintes nomes históricos: Faraó (Sol), Belsazar (príncipe de bel-sol), Nabucodonosor (ó sol, protege a minha coroa). 
O dia 25 de dezembro era o aniversário do deus sol. 
Se o dia do nascimento de Cristo é ignorado, a realidade do seu nascimento é um fato histórico de profunda significação para nós. 
A fixação do dia 25 de dezembro pode ter nascido por uma questão de conveniência. 
A história nos confirma que Constantino, em 313, adotou o cristianismo como a sua religião e também a dos seus súditos. Este fato levou os dirigentes da Igreja a raciocinarem, ser uma boa política, transformar as festas mais populares dos pagãos convertidos, em festas cristãs. 
Entre os romanos havia o Carnaval, do dia 17 a 24 de dezembro; e, no dia seguinte, o dia 25, era o maior dia religioso para eles, o dia do culto do deus Sol. Esta data foi escolhida com o objetivo de cristianizar grandes festas pagãs, como acabamos de mencionar. 
A Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira (de brasileira ela tem apenas o nome), declara: 
"O clero romano teria julgado oportuno substituir a festa pagã ( Natalis solis invicti ) por uma festa cristã, e era natural que pensasse no nascimento daquele que, segundo o Evangelho, era a verdadeira luz do mundo." Em vez de luz, com mais propriedade deviam ter dito, o verdadeiro sol. Verbete. Natal. 
Estudiosos palestinenses são unânimes em afirmar, que o nascimento de Cristo, não poderia ter sido em 25 de dezembro, pelo fato dos pastores estarem pernoitando, no campo, com os rebanhos. Para eles o nascimento de Cristo foi ou no mês de abril ou em outubro. 
 
Fatos, Curiosidades e Tradições Ligados ao Natal 
 
1º) A Estrela 
Mat. 2:2 declara: "Porque vimos a sua estrela no Oriente, e viemos para adorá-Lo". 
O que era essa estrela? As interpretações são muitas. 
a) Talvez um corpo luminoso, criado a propósito por Deus, para servir de guia aos magos, como foi a coluna de nuvem e a de fogo, na peregrinação de Israel pelo deserto? Ou na verdade um anjo guiando os que estavam interessados nos sinais do nascimento do Salvador.
Deus podia ter feito o milagre para anunciar a vinda de Seu Filho a Terra. 
Este fenômeno sobrenatural foi interpretado pelos magos como cumprimento da profecia de Balaão: uma estrela procederá de Jacó". Num. 24:17. 
b) Poderia ter sido uma personalidade, como um anjo que teria guiado os magos a Jerusalém. 
c) Outros identificam a estrela com algum astro ou conjunto de astros (planetas, estrelas, cometas), que se revelaram de acordo com os pianos divinos, mas sem saírem de suas funções ou manifestações naturais. 
d) Deus criou nessa época, uma verdadeira estrela no firmamento. 
e) O astrônomo Kepler e outros afirmam ter sido uma conjunção de planetas. 
2º) Árvore de Natal 
Sua origem é controvertida, já que os pesquisadores falam de Lutero como o seu introdutor. Em uma noite de Natal, caminhando por uma floresta de pinheiros, contemplou embevecido milhares de estrelas brilhando por entre os galhos cobertos de neve. A sublimidade daquele quadro o levou a tomar um galho de pinheiro e levar para casa. Após enfeitá-lo com velas acesas, mostrou-o aos filhos a fim de que eles também desfrutassem da sua beleza. Existe também a idéia de que as bolas penduradas representam cabeças de crianças oferecidas em sacrifício ao deus Thamuz.
Para outros, este costume vem do século passado. Originou-se nos países nórdicos e daí se espalhou para o mundo. 

3º) Cartões de Natal 
Tiveram sua origem na Inglaterra, por volta de 1843, quando o senhor Henry Cole enviou aos amigos um cartão alusivo a este evento. 
O cartão com votos de felicidade deu início a esta simpática tradição, que tanto transtorna as repartições dos correios. 
4º) Papai Noel. Noel quer dizer natal em francês. 
Sem mencionar nomes e datas, as fontes históricas nos dizem que nasceu com o São Nicolau, que os holandeses levaram para a América do Norte. Este personagem fictício, que viajava de trenó, entrava pelas chaminés das lareiras e colocava presentes nos sapatos vazios das crianças. Esta ficção foi se transformando até adquirir as características que hoje conhecemos. 
5º) os Três Reis Magos 
A Bíblia (Mat. 2:1-2) não relata que eram três e muito menos reis. 
A palavra grega magoi designava na Medo-Pérsia os que se ocupavam com os segredos da natureza, astrologia e medicina. Comentaristas falam em "cientistas orientais". 
Deviam ser vários, mas a tradição fala em três, por trazerem três espécies de dádivas: ouro, incenso e mirra. A tradição também lhes atribui os nomes de Gaspar, Belquior e Baltazar. 
Os presentes eram simbólicos para a pessoa de Cristo: ouro para o rei, incenso para o Sumo Sacerdote, e mirra para o grande médico. 
A disposição dos magos em presentearem a Cristo deve ser um exemplo para ofertarmos nossas dádivas a Sua igreja. 
6º) O Canto – Noite Feliz 
O padre Joseph Mohr , de uma pequena igreja austríaca, em 1918, certa noite estava triste pelo fato de não haver música de órgão naquele natal, porque os ratos haviam roído os foles do órgão. Com este estado de espírito, foi dar um passeio pelas imediações da sua paróquia. A lua e as estrelas cintilando tornavam a noite amena, tranqüila e inspiradora. Aquela cena o fez imaginar como teria sido a noite em que Jesus nasceu em Belém e as palavras da canção "Noite Feliz" lhe brotaram espontaneamente. De volta à igreja, passou-as para o papel, apresentando-as a seguir a Franz Gruber, mestre do coro, com o pedido de que fizesse a música. 
Na próxima noite de natal, enternecidos, os membros da igreja entoaram o belo hino – "Noite Feliz". 
A esposa do regente após ouvir o hino, com visão profética, declarou: Nós morreremos, mas "Noite Feliz" há de viver por muito tempo. Não existe hoje, nenhum lugar no mundo, na noite de natal, onde estas palavras não sejam entoadas. 
 
Conclusão 
 
Embora os fatos até aqui apresentados, nos convençam da realidade de que ninguém pode determinar, com segurança, o dia do nascimento de Cristo e a Bíblia não ordene esta celebração, como cristãos somos beneficiados, espiritualmente, em meditar no significado do nosso Salvador ter nascido neste mundo. 
Infelizmente, esta festa chamada religiosa, está totalmente desvirtuada de suas nobres e elevadas finalidades, que é apontar para o nascimento do Filho de Deus – o nosso Salvador. O que existe hoje relacionado com o natal é apenas uma preocupação mercantilista – vender e comprar presentes. É o comer e o beber desbragadamente, tornando-se uma terrível ofensa à simplicidade do ser que nasceu em Belém. Onde fica o espírito de Cristo? Este é colocado de lado e substituído pelas orgias e pelo "comamos e bebamos porque amanhã morreremos".

Para nós cristãos o natal deve trazer à nossa memória o quadro sublime do milagre dos milagres, a encarnação do Filho de Deus. João 1:14 declara que o Verbo se fez carne para habitar entre nós. 
Este fato histórico deve relembrar-nos duas grandes palavras da Teologia: amor e salvação. S. João 3: 16 realça a sublimidade desse amor que traz como consequência a salvação. 
Devemos ver no natal a cristalização do magnífico amor, que atinge a toda a humanidade, apelando para que esta aceite a grande salvação, que lhe é oferecida graciosamente. 
Mais importante do que o dia e o lugar em que Cristo nasceu é o fato de Ele ter nascido para ser o nosso Salvador, e agora, é Ele nascer em nosso coração e ali habitar para que a nossa vida possa ser totalmente transformada por Sua presença. 
 
Prece de Natal 
Rui Barbosa 
 
"Mistério divino, em cujo seio, há mil e novecentos anos, se desenvolve a civilização humana, perdoa aos que deste lugar de fraquezas e paixões ousam desflorar com o pensamento a Tua pureza. Os moldes da única eloquência capaz de Te não profanar quebram-se com a última inspiração dos Teus livros sagrados. Desde então, de cada vez que o homem se desengana do homem, e a alma precisa do ideal eterno, na melancolia das épocas agitadas e tenebrosas, diante da injustiça ou da dúvida da opressão ou da miséria, é no cristal das Tuas fontes que se vai saciar a nossa sede. Deixaste-as abertas na rocha da Tua verdade, e há dezenove séculos que borbotam com o mesmo frescor sempre das primeiras lágrimas daquela cuja eternidade virginal desabotoava hoje na flor da redenção cristã". 
"Tamanha é a Tua grandeza que excede todas as do Universo e da razão: o espaço, o tempo, o infinito, acima dos quais a cruz da Tua tragédia espantosa parece maior que os vôos da metafísica, as imensidades do cálculo e as hipóteses do sonho. Daí a palavra e a imaginação recuam assombradas, balbuciando. A criatura sente o Teu amor, mas tremendo. Vê-se alvorecer a eternidade na magnificência de um abismo que se rasga no Céu; mas nas suas arestas alguma coisa há de sombra e ameaça. De onde, porém, Tu penetras no coração, de todos com a doçura de uma carícia universal, é daquele presepe, onde a Tua bondade nos amanheceu um dia no sorriso de uma criança". 
 
ADAPTAÇÃO: FERNANDO SALTO




Fonte:asko
 
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